Agentes de IA deixam de ser tendência e passam a ser estratégia
Nos últimos anos, a inteligência artificial deixou de ser apenas um recurso de apoio e passou a ocupar um papel estratégico dentro das empresas. Em especial, os agentes de IA ganharam destaque por sua capacidade de executar tarefas de forma contínua, orientada a objetivos e integrada aos fluxos de trabalho existentes. Não se trata mais de experimentação isolada, mas de uma mudança estrutural na forma como as organizações operam.
Dados recentes mostram que aproximadamente 72% das empresas já utilizam ou estão testando agentes de IA em suas operações. Além disso, quando somamos aquelas que estão em fase de planejamento, o número ultrapassa 85%. Esse avanço indica que os agentes de IA deixaram de ser uma promessa futura e passaram a fazer parte da realidade operacional de negócios de diferentes portes e setores.
Esse movimento ocorre porque os agentes não apenas automatizam tarefas, mas também conectam dados, sistemas e decisões em tempo real. Assim, eles atuam como extensões inteligentes das equipes humanas, aumentando eficiência sem perder controle, desde que bem implementados.
Onde os agentes de IA estão sendo mais utilizados nas empresas
Quando analisamos os departamentos que mais adotaram agentes de IA, fica evidente que o foco inicial está nas áreas com alto volume operacional. Suporte ao cliente lidera esse movimento, seguido de perto por operações, engenharia e marketing. Isso acontece porque essas áreas lidam diariamente com processos repetitivos, dados dispersos e necessidade constante de resposta rápida.
No atendimento ao cliente, por exemplo, os agentes de IA vão muito além de respostas automáticas. Eles organizam informações, classificam solicitações, acompanham históricos e direcionam demandas com mais precisão. Da mesma forma, em operações, esses agentes ajudam na gestão de dados, geração de relatórios e monitoramento de fluxos críticos.
Além disso, quase metade das empresas já utiliza agentes de IA especificamente para tarefas relacionadas a dados, como coleta, organização e extração de informações. Isso demonstra que o valor desses agentes está diretamente ligado à capacidade de transformar dados brutos em ações práticas, reduzindo gargalos e aumentando a velocidade de execução.
Autonomia com supervisão: o modelo mais adotado pelas empresas
Embora os agentes de IA tenham capacidade de atuar de forma autônoma, a maioria das empresas ainda optam por modelos híbridos. Nesse formato, o agente executa tarefas, mas decisões críticas passam por validação humana. Esse modelo é conhecido como humano no circuito e segue sendo o mais adotado atualmente.
Essa escolha ocorre porque, embora a tecnologia esteja mais madura, fatores como segurança da informação, governança e conformidade ainda exigem atenção. Dessa forma, as empresas conseguem aproveitar os ganhos de eficiência dos agentes de IA sem abrir mão do controle estratégico.
Ao mesmo tempo, já é possível observar um avanço gradual da autonomia. Cerca de 20% das organizações relatam que seus agentes de IA operam com supervisão mínima, especialmente em tarefas bem definidas e de baixo risco. Esse equilíbrio entre autonomia e controle tende a evoluir à medida que as empresas ganham confiança nos sistemas e amadurecem seus processos internos.
Por que 84% das empresas pretendem aumentar investimentos em agentes de IA?
O dado mais relevante para os próximos anos é claro: 84% das empresas afirmam que pretendem ampliar os investimentos em agentes de IA até 2026. Esse crescimento não está ligado apenas à redução de custos, mas principalmente ao ganho de escala, velocidade e capacidade analítica.
Muitos líderes enxergam nos agentes de IA uma forma eficiente de automatizar fluxos rotineiros, liberar equipes para atividades estratégicas e melhorar a experiência do cliente. Além disso, esses agentes passam a atuar como apoio à tomada de decisão, organizando informações e oferecendo insights em tempo real.
Outro fator determinante é que a adoção de agentes de IA não exige, necessariamente, grandes equipes técnicas. Plataformas modernas permitem criar, ajustar e integrar agentes de forma mais acessível, o que reduz barreiras de entrada e acelera a implementação em diferentes áreas do negócio.
O impacto dos agentes de IA no futuro das operações digitais
À medida que mais empresas adotam agentes de IA, o mercado caminha para um cenário em que processos isolados deixam de existir. Os agentes passam a conectar canais, dados e ações, criando operações mais inteligentes e integradas. Isso afeta diretamente áreas como marketing, vendas, atendimento e gestão.
Além disso, a tendência é que os agentes de IA se tornem cada vez mais especializados, atuando em jornadas específicas e aprendendo continuamente com os dados gerados. Assim, o ganho não está apenas na automação, mas na capacidade de evolução constante dos processos.
Portanto, empresas que começam agora constroem vantagem competitiva. Enquanto isso, aquelas que adiam a adoção correm o risco de operar com estruturas mais lentas e menos adaptáveis em um mercado cada vez mais orientado por dados e inteligência artificial.
Os agentes de IA já fazem parte da realidade empresarial e caminham rapidamente para se tornarem um padrão operacional. Com alto índice de adoção, investimento crescente e aplicações práticas em diversas áreas, eles representam uma das principais alavancas de eficiência e crescimento para 2026.
Se sua empresa busca escalar operações, integrar canais e ganhar mais previsibilidade, o momento de estruturar agentes de IA é agora. Avaliar processos, definir pontos de controle e iniciar a implementação de forma estratégica pode ser o diferencial entre acompanhar o mercado ou ficar para trás.
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